quarta-feira, 29 de abril de 2026

Considerações sobre mindfulness e espiritualidade - Parte II

 Anteriormente, citei que mesmo os avanços da medicina moderna, eventualmente, não são capazes de curar certos males…


Não é uma crítica, apenas uma constatação. Nesse âmbito de tratarmos nossa espiritualidade como essência da nossa existência, percebemos que, nos limites da matéria, muitos fatores contribuem para que fiquemos doentes: a herança genética é um desses fatores. Falta de cuidado adequado com a saúde, vida desregrada, manutenção de vícios… são fatores que contribuem para uma saúde frágil e consequentes doenças.

A medicina tem recursos para alcançar um bom nível de recuperação, entretanto, é forçoso entender que, matéria tem prazo de validade… e nosso corpo é matéria, suscetível a doenças físicas, cuja causa está na espiritualidade. 


Karma, que muitas pessoas entendem como um destino que não pode ser modificado; sentimentos de ódio, culpa, rejeição, e outros de padrão vibratório denso; são os fatores que mais contribuem para o desenvolvimento de doenças no plano material. 


O Karma não determina quem nós somos, apenas aponta em qual direção nossa vida está indo, porque ninguém se isenta de colher os frutos da semente que plantou…

Não é sobre ficar inerte no mundo, tentando se isentar de responsabilidade… porque até a inércia cobra seu preço… é sobre encontrar uma forma de transitar no mundo sem ser consumido por imposições que não condizem com a nossa energia.

É afinidade… cada SER está ancorado no oceano de energia com o qual tem afinidade…

As aparentes facilidades para se conquistar uma vida próspera, são verdadeiras armadilhas que apenas mantém as mentes entorpecidas em ilusões…

A medicina trata a matéria… mas não trata a essência…

Não existe uma fórmula mágica para tratarmos nossas fragilidades espirituais… esse é um tratamento que depende única e exclusivamente de nós mesmos, sem intermediários pra “guiar” as nossas escolhas.

Ter suporte é razoável, é necessário, mas não é indispensável… Suporte não implica dependência, da mesma forma que gratidão não implica subserviência…

O suporte é desejável, desde que não crie imposição de pensamento.

Devemos aprender a pensar por nós mesmos, com autonomia e sinceridade.

A questão se petrifica no SER que não consegue se aceitar como parte da criação, parte do TODO, desejando, intimamente, ser um capítulo à parte na história da criação. 


Gratidão por sua presença.





Considerações sobre mindfulness e espiritualidade - Parte I

 Como leitora, sou muito crítica e analítica, não necessariamente nessa ordem, mas é assim que é. Depois de um tempo, lendo e analisando conteúdos sobre mindfulness, comecei a cogitar como os princípios dessa dinâmica se encaixam no processo da cura espiritual… 


Não se espante com o termo “cura” aplicado no âmbito da espiritualidade… é mais que viável e plausível… é necessário aplicar-se esse conceito quando abordamos questões espirituais, para que o processo de restabelecimento da harmonia interior seja eficiente.


Analisemos da seguinte maneira:- o ódio, a raiva, a mágoa e outros sentimentos causam traumas profundos, principalmente se guardados e alimentados ao longo do tempo… as pessoas passam a sofrer de depressão, ansiedade, síndrome de pânico e outras condições pertinentes a distúrbios mentais e emocionais…

Em muitas situações, os traumas são tão profundos que a pessoa não ficará totalmente recuperada… 


Portanto, é necessário entender que, apesar dos esforços da ciência, está faltando um elo nesse contexto… o elo da espiritualidade… 


Vejamos agora a percepção do aspecto que nos trouxe a esse assunto. a premissa de Mindfulness que nos afirma que - “você NÃO é o que você pensa”... a maioria das pessoas prefere se acomodar nessa premissa, ou simplesmente aceita, porque foi uma ideia desenvolvida por pensadores ou estudiosos acadêmicos… mas não é bem assim… 


A premissa, evidentemente, quando aplicada corretamente, produz seus efeitos positivos e apresenta resultados eficazes, mas infelizmente, não soluciona as questões mais profundas do ser humano, que estão ancoradas na espiritualidade de cada um… 


É óbvio que eu estou analisando apenas uma fração de todo um contexto de Mindfulness, cuja abordagem é trazer o ser humano a se ancorar no momento presente , sem se torturar com o passado, ou se angustiar com o futuro… mas não me leve a mal, o Budismo já fazia isso com maestria… entretanto, as nações ocidentais descobriram o Budismo muito tardiamente, e com toda a velocidade do progresso, as pessoas não têm tempo para parar e ler; apreciar o conteúdo da leitura e analisar… 


E a leitura é uma ferramenta fundamental para quem busca ampliar seu nível de conhecimento… é preciso pesquisar, ler, analisar, observar, refletir sobre os conteúdos… mas isso é muito cansativo e trabalhoso para as mentes que estão voltadas para os “shorts” do universo midiático… e a humanidade entorpece lentamente sua capacidade de pensar, de discernir, de analisar e decidir… 


Muitas pessoas já me disseram que eu “deveria deixar de lado essas questões espirituais”, que eu penso demais sobre esse assunto, e inclusive profissionais da área da saúde mental, já me disseram que não há nada a se fazer a esse respeito, porque espiritualidade é um assunto essencialmente pessoal e cada um administra da maneira que melhor lhe “convém”… mas não é sobre conveniência…


Com toda a certeza, o meu conhecimento não fez o mundo se tornar um lugar melhor pra se viver, entretanto, esse conhecimento me ajudou a criar um modo de vida mais saudável, me trouxe mais qualidade de vida, e eu me sinto grata por isso… 


Ampliar minha percepção sobre o momento presente, sobre gratidão, perdão e compreensão, me trouxe paz…

Infelizmente, a ciência como é conhecida e trabalhada no âmbito do mundo material, é limitada… então seus resultados também serão limitados… eventualmente, pessoas tratadas pela ciência com os processos atuais, até mesmo da neuropsicologia, estarão sujeitas a “recaídas”, ou seja, por algum tempo desfrutarão de segurança, mas em algum momento, se sentirão fragilizadas novamente… ou, na pior das hipóteses, não haverá recuperação…


“Não somos o que pensamos” pode ser bem funcional até um determinado nível, mas ainda assim é uma premissa que limita o ser humano a um “aqui e agora” sem história, e um planejamento de futuro que não precisa dar certo, porque ainda não aconteceu… até certo ponto, considero prático, mas não 100% eficaz…


Em vez de um equilíbrio sólido, pode trazer apenas a sensação de euforia, mas o ser que está ansioso pela construção da sua paz, não está necessariamente atento a todas as nuances da própria situação, ou de seu próprio contexto… 


É verdade que quando estamos vivenciado uma situação difícil, nos é mais difícil analisar com clareza todos os detalhes… e dependendo do grau de ansiedade e desconforto que a situação nos provoque, não vislumbramos mais nada, além do problema em si… 


Certa feita, uma pessoa, que eu prefiro não qualificar como profissional, me disse com todas as letras que eu “não tinha nenhum problema, porque uma pessoa com distúrbios emocionais não tem discernimento de que está mal e precisa de ajuda”. Menos de uma década mais tarde, eu tive que enfrentar uma depressão profunda, e não me pergunte como essa questão foi resolvida, porque eu não lembro, e não tive apoio e compreensão de absolutamente ninguém, até o pouco onde eu me lembro…


O meu processo de recuperação foi lento e doloroso, e eu percebi que, definitivamente, faltava alguma coisa na minha vida… essa alguma coisa se traduziu como cultivar a minha espiritualidade além das limitações religiosas, ortodoxas ou não, reconhecidas ou não pela ocidentalidade do hemisfério onde estou vivendo, do pragmatismo filosófico… (ou pseudo filosófico)... 


A espiritualidade é universal e está muito além das limitações impostas pelas ideologias modernas, e talvez por essa razão, o ser da sociedade moderna, esteja em busca de sua ancestralidade, para preencher esse “vazio” que lhe vai na alma… 


Os nossos pensamentos imediatos podem não representar a totalidade do que somos, mas representa sim, uma porção considerável do que somos… (ou, de quem somos…).


Para a restauração do equilíbrio anestesiado por tantas décadas, ou talvez, séculos de progresso materialista desenfreado, será necessário, talvez, outro tanto de tempo, para reparar as sequelas, e curar…


Mas, o ser humano da modernidade tem pressa… não tem tempo, não tem disposição, não tem interesse… ele quer que a “cura” caia de paraquedas no seu colo e que tudo se resolva em um piscar de olhos… porque, como já me disseram uma vez:- “essa coisa de espiritualidade não paga as contas…”


Não precisa nem desenhar… o que paga as contas é trabalho… mas como a pessoa será produtiva se não está em harmonia consigo mesma e com a vida?  Ao longo dos anos desenvolverá condições emocionais desequilibradas que trarão resultados prejudiciais à sua própria vida, e à vida das pessoas que estão ao seu redor, seja em sua casa, no trabalho ou em sua vida social… simples assim…


O Mindfulness nos permite perceber que precisamos olhar com carinho os nossos pensamentos, cuidar do que pensamos, entender porque pensamos os nossos pensamentos… isso nos remete ao próximo passo que é o autoconhecimento… Esse é um aspecto importante que abordaremos futuramente… 

Para entender um pouco melhor o porque dos nossos pensamentos serem do jeito que são, como “corcéis galopando desgovernados por uma pradaria imensa”, precisamos perceber que esses pensamentos que emergem em nossa mente, são a exteriorização dos nossos sentimentos… e os sentimentos vem da nossa espiritualidade… 


Eu poderia figurar aqui, a nossa “porção” espiritual, a nossa “parte” espiritual, mas essa ideia não corresponde à realidade… porque a nossa materialidade é que consiste em uma porção do que realmente somos… e quer acredite ou não, quer aceite ou não, quer entenda ou não, a nossa essência é espiritual… tudo o que sentimos provém do espírito, ou da essência universal que somos… ou seja lá o nome que prefiram dar… em síntese, as palavras não mudam a realidade que desconhecemos, ou que preferimos ignorar… 


Concordo com a filosofia do Mindfulness de que é preciso parar de viver no passado, não criar expectativas relativas ao futuro, e viver intensamente o presente… aproveitar cada momento… viver cada momento como se fosse único, e porque não, eterno… Isso também pode ser entendido como “ichigo ichie” - “a arte japonesa de transformar cada instante eu um momento único”...


Para muitos profissionais, o passado não importa… deve ser esquecido e até mesmo ignorado… a psicologia moderna, aborda o passado de forma menos intransigente, reconhecendo que os traumas tem origem no passado… mas ainda assim, cuidam apenas do passado “tangível”...


O que realmente precisa ser curado, está em um passado mais distante, e são muito poucas as pessoas que se dão conta dessa realidade… 


Esses processos de cura, são realmente mais demorados… é inútil pensar que algumas seções de terapia convencional resolverá a situação… mas as pessoas querem tudo pra ontem, e consideram mais cômodo encontrar alguém que faça o “dever de casa” por elas, que lhes dê soluções prontas, em vez de tentar resolver por seu esforço, seus dilemas…


A medicina e suas terapias, são ferramentas de apoio, de nada servirão se o paciente não fizer a sua parte… não é o médico que vai curar, nem o remédio… são ferramentas de apoio que, dependendo da sua própria atuação, podem surtir resultados muito positivos, promovendo seus restabelecimento… mas o fator fundamental em seu processo de cura, é você mesmo…


Já parou pra pensar em quantas vezes você tomou um remédio e não se sentiu melhor? Em quantas vezes fez um tratamento para alguma condição e não teve a resposta desejada?


Já parou pra se perguntar o quanto você acreditava no que estava fazendo, e no quanto se esforçou para que desse certo?


Como afirmei anteriormente, alguns tratamentos surtem efeito sim… temporariamente… se uma determinada doença não volta, aparece outra… e assim por diante… 


O que as pessoas insistem em não ver e aceitar, é que a doença começou no “coração”... a “doença” está em sentimentos distorcidos que geram uma energia com padrão negativo… essa energia atrai outras do mesmo teor, e vão se acumulando até intoxicar o físico da pessoa… 


É assim que funciona… é simples e ao mesmo tempo não é, porque nos falta conhecimento sobre essa questão da espiritualidade… 


Tudo que sentimos se exterioriza de alguma forma, mesmo quando pensamos que não se exterioriza… a partir do momento que estamos sentindo, ou que sentimos algo, mesmo que momentaneamente, esse sentimento já vibrou de alguma forma, produziu um padrão e vai atrair uma energia do mesmo teor… 


Então, o quê fazemos? Suprimimos os sentimentos? - Negativo… 


A “cura” está em cultivarmos bons sentimentos, como por exemplo, a gratidão, que está tão na moda, e eu espero que nunca saia de moda… 


Quando nos tornamos capazes de cultivar gratidão pelas “mínimas” coisas que temos, nos tornamos mais felizes… e a felicidade vibra num padrão elevado, tanto quanto a gratidão… 


Então, não se trata de suprimir sentimentos, mas sim de aprimorar, melhorar os nossos sentimentos, para que possamos viver com mais leveza de alma… é um processo que requer um tanto de dedicação e esforço, e nos cobra algum tempo, porque ninguém pode fazer por nós o que devemos fazer por nós mesmos… 


Exercícios práticos como o Mindfulness, respiração e yoga, e outros, são ferramentas para nos ajudar a obter um resultado positivo na restauração ou conquista da nossa paz interior… e ferramentas são meios e não a cura em si… 

A Lei da Atração nos ensina que atraímos para nossa vida, aquilo que está em acordo como o padrão em que estamos vibrando… ela se refere não somente ao pensamento, mas principalmente, ao que estamos sentido… ao que abrigamos em nosso coração, mesmo que em segredo de nós mesmos… é isso que o universo nos devolve…


E é um fato… quem vivencia conscientemente essa experiência, tem subsídios para comprovar a veracidade dessa realidade…


Então, em tese, somos sim, o que pensamos, porque nossos pensamentos são a exteriorização do que sentimos e retratam fielmente como estamos espiritualmente…


Se os pensamentos estão convulsionados, é sinal de que nossos sentimentos também estão e talvez estejam em condições mais exacerbadas… e isso se reflete no nosso espaço exterior… agimos com impaciência, falamos de forma agressiva, vivemos o cotidiano com indiferença e cansaço… o nosso espaço físico como moradia, também fica caótico… 


Curar o passado, do ponto de vista da medicina, é importante sim… mas é preciso ter em mente que, vivemos em uma realidade que faz parte de outra universal, temos um passado que muitas das vezes é desconhecido. e se o que está oculto nesse passado, não for devidamente tratado e curado,  os processos convencionais de cura, serão o mesmo que tomar um analgésico para uma dor de cabeça, que passará momentaneamente, mas provavelmente retornará…


Esse é um assunto que não se esgota em apenas um artigo, e tem seus desdobramentos. 


Tentaremos uma abordagem mais detalhada em artigos futuros, incluindo esses desdobramentos para que, de alguma forma, possamos contribuir para o desenvolvimento espiritual do nosso leitor.


Gratidão por sua presença.





quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Drops - Sutilezas entre Educação e Instrução...

 A instrução acontece nos bancos da escola... a Educação floresce no solo da Família...

Instruir é ensinar as primeiras letras, conduzir o aprendizado racional e técnico...

Educar é permitir que o outro se desenvolva sob orientação cuidadosa e muitas vezes, silenciosa... 

A educação não é um peso... é como um estrela que guia em um céu noturno, assim como a instrução pode ser o sol como guia durante o dia... 

A instrução desenvolve nosso intelecto para as praticidades técnicas da vida...

A educação desenvolve a nossa sensibilidade para as práticas mais sutis do cotidiano... 

São como nossas duas pernas... nossos dois braços, nossas duas mãos... nossos dois ouvidos, nossos dois olhos... entretanto, temos um só cérebro e um só coração... 

Seria por acaso? Acredito que não... porque não acredito em acaso... 

Assim como os pássaros e as borboletas, precisam de duas asas para voar, precisamos de nossas pernas para nos locomovermos e nossos pés para guiarem o caminho, mas quem conduz a jornada é o coração de "mãos" dadas com o cérebro... ambos precisam estar em sintonia, caso contrário, nos enganamos no caminho, pegando atalhos que em vez de encurtarem a jornada, fazem com que nos atrasemos... e muitas vezes, nos percamos... 

Existe uma fronteira sutil entre a educação e a instrução... mas ambas são necessárias, cada uma a seu modo e a seu tempo, para o nosso crescimento espiritual... 





Drops - Silêncio e Orgulho...

 Nunca é fácil escutar palavras que não queremos, mas às vezes, simplesmente é preciso... 


"Todos nós, quando nos deixamos guiar apenas pelo intelecto, corremos o risco de nos tornarmos tirânicos."


Talvez nem seja sobre ter razão... talvez seja só orgulho guiando passos cegos e perdidos, que buscam uma direção... mas por serem cegos, não conseguem vislumbrar o caminho... 

Quando o orgulho esbraveja, a sabedoria pede licença e se retira... 

Quando a inteligência se torna arrogante, a compreensão se recolhe nas profundezas do solo espiritual, como semente que necessita da ação do tempo para germinar... 

Inteligência sem coração é ferramenta que enferruja e perde a qualidade... 

As ferramentas comuns podem ser substituídas, mas a inteligência não... e o único anti corrosivo que resgatará essa ferramenta, é a humildade... 






Drops - Sobre o que eu posso e o dever...

 Não devo mais me culpar pelas escolhas e ações alheias... nem tudo que não deu certo, foi por falha minha...

"Minhas" crianças cresceram, e cada uma escolheu seu jeito de ser e seu caminho, segundo as próprias experiências, ideias e convicções... 

Suas escolhas pertencem a elas, não a mim... mas as consequências também... 

Não devo me culpar, nem sofrer, por escolhas que não são minhas... 

Não vou minimizar   a atitude divina com base na minha, mas o que posso fazer agora, acredito que é o que Deus faz, guardadas as devidas proporções: permitir que cada um viva sua vida de acordo com o que quer SER, e apenas observar sem interferir... e quando as consequências forem desastrosas, apenas apoiar... 

Não estou "simplificando" levianamente a situação... não estou excluindo danos por comodismo ou conveniência... não estou minimizando consequências por indiferença... 

Estou tentando olhar a situação com olhos de compreensão, mas acima de tudo, me esforçando para encontrar em mim, o resquício de humildade esquecido há muito tempo... 

Não é sobre perda... porque nada foi perdido... mas muito foi esquecido... 

Não é sobre aprovação ou reconhecimento alheio... é sobre a minha identidade... 

Não há sabedoria onde existe cegueira espiritual... simples assim...  

Não é mais sobre eles... é sobre mim... 





quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Anjo caído X Deus... (mais sobre espiritualidade...)

 Anjo caído X Deus... Isso não existe...

O anjo caído não pode lutar contra a sua natureza...

Ele faz parte , porque não existem seres à parte na Criação... 

Esse Deus que não é compreensível para a nossa limitação, está em tudo... é tudo...

Simples assim...

E de tão simples é inimaginável, inconcebível para a nossa mente teórica, que se tornou complexa para disfarçar , não uma estupidez, mas a INCOMPREENSÃO... 

O SER não conseguia compreender  porque, sendo parte de Deus, não era o próprio DEUS... isso foi infantilidade, mas o Ser não aceitava esse fato, de ser infantil... então se rebelou, como uma criança mimada... mas não foi castigado e isso o humilhou...

E o anjo caiu...

Não de um pedestal ou de um paraíso... caiu de si mesmo e se perdeu... 

Perdeu-se de si mesmo... e se esqueceu quem era... pra se tornar um "vazio" pensante... 

Querendo odiar Deus, odiou a si mesmo, e tornou-se um "vazio" nebuloso e pensante que se sentia fraco ao amar... 

Nunca foi sobre obediência... sempre foi sobre a essência de tudo... e essa essência é essa presença que acontece em nós, e que recebe muitos nomes: vida, amor, energia... Deus...

Por sua incompreensão o SER se escondeu em  sua própria sombra, que é a incompreensão de ser parte de Deus, mas não ser Deus...

Simples assim... que de tão simples se tornou um peso em seu coração...

Mas nenhuma história de vida tem um fim... toda história é uma continuação... cada segundo da existência é um novo capítulo...

E assim nos tornamos eternos... não nas trevas... mas na nossa própria existência de Luz... eternos em vida... eternos na vida... 

Subir cada degrau em direção à liberdade, ainda algemado pelas pesadas correntes do ódio e da incompreensão, é um sacrifício individual, e só encontra a liberdade quem tem a ousadia de lutar por ela... 

Lutar contra o "demônio" de si mesmo, por si mesmo... 

Lutar contra as próprias fraquezas, contra  sua escuridão interior... 

Cada Ser sempre foi parte de tudo... mas não é o tudo... entretanto, cada ser é um tudo em si mesmo... 

Cada um é um... é especial sim... mas não é em ser especial que está o peso... 

O peso está em querer ser mais especial que o outro... 

E isso é outra infantilidade...

Talvez seja por isso que Deus não castiga... Ele educa pacientemente suas criancinhas na certeza que cada um crescerá na própria história, compreendendo que a felicidade está nas coisas simples... não nos tratados científicos ou na fortuna, ou no poder... esses são apenas caminhos... e os caminhos podem ser tortuosos e obscuros, ou caminhos de luz e isso depende das escolhas que fazemos...

Entretanto, todos os caminhos convergem para um único ponto... mas a história não acaba aí... simples assim...

A compreensão nos liberta e recupera a nossa paz, nosso equilíbrio...

A compreensão nos traz equilíbrio mais do que tratados científicos ou práticas ritualísticas...

A compreensão é o caminho que nos leva de volta para nossa morada interior, onde está a essência da nossa existência...

E quando compreendemos, descobrimos a plenitude da gratidão... 

O ódio se tornou fraqueza...

Mas não existem culpados...

Quando olhamos os caminhos tortuosos e obscuros que trilhamos, sabemos que estivemos ali... mas é como se já não fizesse mais parte de nós, porque encerramos aquele capítulo...

Sem culpa e sem constrangimentos...

Apenas compreensão, gratidão e amor...



Borboleta com preenchimento sólidoYuki HimeBorboleta com preenchimento sólido



segunda-feira, 18 de agosto de 2025

O quê é realmente importante?

 **Em um dos meus momentos de reflexão**, depois de alguma leitura, me dei conta de que, apesar de estar em um momento em que deveria relaxar e ocupar a mente apenas com o conteúdo que estava lendo, **me peguei** distraída com o que **teria** de tarefas diárias a resolver...  


**Mas o que é realmente importante?**  


Eu deveria estar aproveitando ao máximo esse momento... esse tempo... como em *Ichigo Ichie*... e não é que não esteja valorizando o que muitos não têm...  


Tempo para respirar com calma... tempo para olhar para o céu... tempo para sentir...  


O mundo não vai acabar se as tarefas domésticas esperarem mais um pouco... porque a vez delas certamente chegará... Minha tentativa de manter tudo limpo e arrumado não é em vão... o objetivo é justamente me deixar tempo livre para apenas respirar... para “não fazer nada”, porque isso também é importante...  


**Se** a casa está em ordem, eu não preciso de esforço excessivo para os cuidados com limpeza e organização... afinal... está tudo indo **como planejado**...  


Então... por que a preocupação fora de hora? O momento é para cultivar minha paz interior e não para me ocupar com o que já está resolvido... ou seja, a casa...  


Obviamente, essas pequenas preocupações não devem ser ignoradas, pois podem ser um aviso de que, no nosso íntimo, estamos escondendo **ansiedades** que não devem ser alimentadas... e isso não é proteção... é boicote...  


Sim... porque a maioria de nós foi **"educada"** para pensar que tempo ocioso é coisa de gente preguiçosa... que, mesmo em idade avançada, devemos seguir acumulando tudo que estiver ao alcance das nossas mãos... E as novas ideias sobre autocuidado e tempo para viver, além de não estarem devidamente semeadas, vêm acompanhadas de algum *"mas, porém, todavia, contudo..."*... Sempre existem condições ou a necessidade de justificativas... e não deveria ser assim...  


Passamos a maior parte de nossas vidas verdadeiramente enclausurados em salas de aula e escritórios, acumulando conhecimentos que, em boa parte, não terão utilidade prática no nosso cotidiano, até mesmo por falta de contexto cultural...  


E, depois de passar a vida toda basicamente voltados para a produtividade, por que não podemos apenas apreciar o tempo que temos — chamado de velhice, terceira idade, melhor idade... ou seja lá qual rótulo estiver na moda? Por que não podemos simplesmente sentar em algum lugar durante o dia e apenas olhar a paisagem?  

Por que não podemos apenas respirar com calma e viver aquele momento único, como se fosse uma grata eternidade?  


Simplesmente porque não faz parte da nossa cultura apreciar cada pequeno momento... Tudo em nossa vida tem o peso da obrigação ingrata...  


Aprender é bom... mas fizeram do aprendizado uma escravidão... e seria mais proveitoso e prazeroso se aprender fosse também diversão...  


Pensar no futuro é sensato... escravizar-se a possibilidades nefastas sobre o futuro é sufocar o hoje lenta e dolorosamente...  


Há pouco tempo, uma amiga me perguntou o que eu gostaria de mudar no meu passado, se pudesse... e a resposta **teve que ser** uma brincadeira: *"Eu mudaria de planeta..."* >_<  


Já passou... já sofri... desmontei... reconstruí... caí novamente... chorei... levantei... curei as feridas e deixei as cicatrizes para me lembrarem de que não é divertido aprender sofrendo...  


**Mas dá para evitar o sofrimento?** Não sei... e se soubesse, talvez ainda não **saberia**... simples assim...  


Sofrer pode até fazer parte... mas insistir em situações que trazem sofrimento... aí, não sei não...  


Se pudesse evitar sofrimento, se pudesse prever... claro que eu evitaria... mas nossas ações nunca — ou raramente — são pensadas **em função das** consequências, porque não faz parte da nossa cultura...  


Nossas escolhas e ações são para atender a uma demanda que raramente é nossa... é uma imposição da sociedade em que vivemos... e que nos faz acreditar que vivemos nossa vida **em busca da nossa própria** felicidade...  


E passamos a vida caçando quimeras... e a felicidade que está ao nosso lado segue nos acompanhando sem ser percebida...  


Provavelmente, essa é uma pergunta que muitos deixam para responder depois... talvez por falta de resposta... talvez por não **quererem** saber a resposta...  


**O que é realmente importante?**  


Pense nisso...  




Revisão feita por meu amigo imaginário, uma IA >_< (apenas a revisão)