quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Drops - Sutilezas entre Educação e Instrução...

 A instrução acontece nos bancos da escola... a Educação floresce no solo da Família...

Instruir é ensinar as primeiras letras, conduzir o aprendizado racional e técnico...

Educar é permitir que o outro se desenvolva sob orientação cuidadosa e muitas vezes, silenciosa... 

A educação não é um peso... é como um estrela que guia em um céu noturno, assim como a instrução pode ser o sol como guia durante o dia... 

A instrução desenvolve nosso intelecto para as praticidades técnicas da vida...

A educação desenvolve a nossa sensibilidade para as práticas mais sutis do cotidiano... 

São como nossas duas pernas... nossos dois braços, nossas duas mãos... nossos dois ouvidos, nossos dois olhos... entretanto, temos um só cérebro e um só coração... 

Seria por acaso? Acredito que não... porque não acredito em acaso... 

Assim como os pássaros e as borboletas, precisam de duas asas para voar, precisamos de nossas pernas para nos locomovermos e nossos pés para guiarem o caminho, mas quem conduz a jornada é o coração de "mãos" dadas com o cérebro... ambos precisam estar em sintonia, caso contrário, nos enganamos no caminho, pegando atalhos que em vez de encurtarem a jornada, fazem com que nos atrasemos... e muitas vezes, nos percamos... 

Existe uma fronteira sutil entre a educação e a instrução... mas ambas são necessárias, cada uma a seu modo e a seu tempo, para o nosso crescimento espiritual... 





Drops - Silêncio e Orgulho...

 Nunca é fácil escutar palavras que não queremos, mas às vezes, simplesmente é preciso... 


"Todos nós, quando nos deixamos guiar apenas pelo intelecto, corremos o risco de nos tornarmos tirânicos."


Talvez nem seja sobre ter razão... talvez seja só orgulho guiando passos cegos e perdidos, que buscam uma direção... mas por serem cegos, não conseguem vislumbrar o caminho... 

Quando o orgulho esbraveja, a sabedoria pede licença e se retira... 

Quando a inteligência se torna arrogante, a compreensão se recolhe nas profundezas do solo espiritual, como semente que necessita da ação do tempo para germinar... 

Inteligência sem coração é ferramenta que enferruja e perde a qualidade... 

As ferramentas comuns podem ser substituídas, mas a inteligência não... e o único anti corrosivo que resgatará essa ferramenta, é a humildade... 






Drops - Sobre o que eu posso e o dever...

 Não devo mais me culpar pelas escolhas e ações alheias... nem tudo que não deu certo, foi por falha minha...

"Minhas" crianças cresceram, e cada uma escolheu seu jeito de ser e seu caminho, segundo as próprias experiências, ideias e convicções... 

Suas escolhas pertencem a elas, não a mim... mas as consequências também... 

Não devo me culpar, nem sofrer, por escolhas que não são minhas... 

Não vou minimizar   a atitude divina com base na minha, mas o que posso fazer agora, acredito que é o que Deus faz, guardadas as devidas proporções: permitir que cada um viva sua vida de acordo com o que quer SER, e apenas observar sem interferir... e quando as consequências forem desastrosas, apenas apoiar... 

Não estou "simplificando" levianamente a situação... não estou excluindo danos por comodismo ou conveniência... não estou minimizando consequências por indiferença... 

Estou tentando olhar a situação com olhos de compreensão, mas acima de tudo, me esforçando para encontrar em mim, o resquício de humildade esquecido há muito tempo... 

Não é sobre perda... porque nada foi perdido... mas muito foi esquecido... 

Não é sobre aprovação ou reconhecimento alheio... é sobre a minha identidade... 

Não há sabedoria onde existe cegueira espiritual... simples assim...  

Não é mais sobre eles... é sobre mim... 





quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Anjo caído X Deus... (mais sobre espiritualidade...)

 Anjo caído X Deus... Isso não existe...

O anjo caído não pode lutar contra a sua natureza...

Ele faz parte , porque não existem seres à parte na Criação... 

Esse Deus que não é compreensível para a nossa limitação, está em tudo... é tudo...

Simples assim...

E de tão simples é inimaginável, inconcebível para a nossa mente teórica, que se tornou complexa para disfarçar , não uma estupidez, mas a INCOMPREENSÃO... 

O SER não conseguia compreender  porque, sendo parte de Deus, não era o próprio DEUS... isso foi infantilidade, mas o Ser não aceitava esse fato, de ser infantil... então se rebelou, como uma criança mimada... mas não foi castigado e isso o humilhou...

E o anjo caiu...

Não de um pedestal ou de um paraíso... caiu de si mesmo e se perdeu... 

Perdeu-se de si mesmo... e se esqueceu quem era... pra se tornar um "vazio" pensante... 

Querendo odiar Deus, odiou a si mesmo, e tornou-se um "vazio" nebuloso e pensante que se sentia fraco ao amar... 

Nunca foi sobre obediência... sempre foi sobre a essência de tudo... e essa essência é essa presença que acontece em nós, e que recebe muitos nomes: vida, amor, energia... Deus...

Por sua incompreensão o SER se escondeu em  sua própria sombra, que é a incompreensão de ser parte de Deus, mas não ser Deus...

Simples assim... que de tão simples se tornou um peso em seu coração...

Mas nenhuma história de vida tem um fim... toda história é uma continuação... cada segundo da existência é um novo capítulo...

E assim nos tornamos eternos... não nas trevas... mas na nossa própria existência de Luz... eternos em vida... eternos na vida... 

Subir cada degrau em direção à liberdade, ainda algemado pelas pesadas correntes do ódio e da incompreensão, é um sacrifício individual, e só encontra a liberdade quem tem a ousadia de lutar por ela... 

Lutar contra o "demônio" de si mesmo, por si mesmo... 

Lutar contra as próprias fraquezas, contra  sua escuridão interior... 

Cada Ser sempre foi parte de tudo... mas não é o tudo... entretanto, cada ser é um tudo em si mesmo... 

Cada um é um... é especial sim... mas não é em ser especial que está o peso... 

O peso está em querer ser mais especial que o outro... 

E isso é outra infantilidade...

Talvez seja por isso que Deus não castiga... Ele educa pacientemente suas criancinhas na certeza que cada um crescerá na própria história, compreendendo que a felicidade está nas coisas simples... não nos tratados científicos ou na fortuna, ou no poder... esses são apenas caminhos... e os caminhos podem ser tortuosos e obscuros, ou caminhos de luz e isso depende das escolhas que fazemos...

Entretanto, todos os caminhos convergem para um único ponto... mas a história não acaba aí... simples assim...

A compreensão nos liberta e recupera a nossa paz, nosso equilíbrio...

A compreensão nos traz equilíbrio mais do que tratados científicos ou práticas ritualísticas...

A compreensão é o caminho que nos leva de volta para nossa morada interior, onde está a essência da nossa existência...

E quando compreendemos, descobrimos a plenitude da gratidão... 

O ódio se tornou fraqueza...

Mas não existem culpados...

Quando olhamos os caminhos tortuosos e obscuros que trilhamos, sabemos que estivemos ali... mas é como se já não fizesse mais parte de nós, porque encerramos aquele capítulo...

Sem culpa e sem constrangimentos...

Apenas compreensão, gratidão e amor...



Borboleta com preenchimento sólidoYuki HimeBorboleta com preenchimento sólido



segunda-feira, 18 de agosto de 2025

O quê é realmente importante?

 **Em um dos meus momentos de reflexão**, depois de alguma leitura, me dei conta de que, apesar de estar em um momento em que deveria relaxar e ocupar a mente apenas com o conteúdo que estava lendo, **me peguei** distraída com o que **teria** de tarefas diárias a resolver...  


**Mas o que é realmente importante?**  


Eu deveria estar aproveitando ao máximo esse momento... esse tempo... como em *Ichigo Ichie*... e não é que não esteja valorizando o que muitos não têm...  


Tempo para respirar com calma... tempo para olhar para o céu... tempo para sentir...  


O mundo não vai acabar se as tarefas domésticas esperarem mais um pouco... porque a vez delas certamente chegará... Minha tentativa de manter tudo limpo e arrumado não é em vão... o objetivo é justamente me deixar tempo livre para apenas respirar... para “não fazer nada”, porque isso também é importante...  


**Se** a casa está em ordem, eu não preciso de esforço excessivo para os cuidados com limpeza e organização... afinal... está tudo indo **como planejado**...  


Então... por que a preocupação fora de hora? O momento é para cultivar minha paz interior e não para me ocupar com o que já está resolvido... ou seja, a casa...  


Obviamente, essas pequenas preocupações não devem ser ignoradas, pois podem ser um aviso de que, no nosso íntimo, estamos escondendo **ansiedades** que não devem ser alimentadas... e isso não é proteção... é boicote...  


Sim... porque a maioria de nós foi **"educada"** para pensar que tempo ocioso é coisa de gente preguiçosa... que, mesmo em idade avançada, devemos seguir acumulando tudo que estiver ao alcance das nossas mãos... E as novas ideias sobre autocuidado e tempo para viver, além de não estarem devidamente semeadas, vêm acompanhadas de algum *"mas, porém, todavia, contudo..."*... Sempre existem condições ou a necessidade de justificativas... e não deveria ser assim...  


Passamos a maior parte de nossas vidas verdadeiramente enclausurados em salas de aula e escritórios, acumulando conhecimentos que, em boa parte, não terão utilidade prática no nosso cotidiano, até mesmo por falta de contexto cultural...  


E, depois de passar a vida toda basicamente voltados para a produtividade, por que não podemos apenas apreciar o tempo que temos — chamado de velhice, terceira idade, melhor idade... ou seja lá qual rótulo estiver na moda? Por que não podemos simplesmente sentar em algum lugar durante o dia e apenas olhar a paisagem?  

Por que não podemos apenas respirar com calma e viver aquele momento único, como se fosse uma grata eternidade?  


Simplesmente porque não faz parte da nossa cultura apreciar cada pequeno momento... Tudo em nossa vida tem o peso da obrigação ingrata...  


Aprender é bom... mas fizeram do aprendizado uma escravidão... e seria mais proveitoso e prazeroso se aprender fosse também diversão...  


Pensar no futuro é sensato... escravizar-se a possibilidades nefastas sobre o futuro é sufocar o hoje lenta e dolorosamente...  


Há pouco tempo, uma amiga me perguntou o que eu gostaria de mudar no meu passado, se pudesse... e a resposta **teve que ser** uma brincadeira: *"Eu mudaria de planeta..."* >_<  


Já passou... já sofri... desmontei... reconstruí... caí novamente... chorei... levantei... curei as feridas e deixei as cicatrizes para me lembrarem de que não é divertido aprender sofrendo...  


**Mas dá para evitar o sofrimento?** Não sei... e se soubesse, talvez ainda não **saberia**... simples assim...  


Sofrer pode até fazer parte... mas insistir em situações que trazem sofrimento... aí, não sei não...  


Se pudesse evitar sofrimento, se pudesse prever... claro que eu evitaria... mas nossas ações nunca — ou raramente — são pensadas **em função das** consequências, porque não faz parte da nossa cultura...  


Nossas escolhas e ações são para atender a uma demanda que raramente é nossa... é uma imposição da sociedade em que vivemos... e que nos faz acreditar que vivemos nossa vida **em busca da nossa própria** felicidade...  


E passamos a vida caçando quimeras... e a felicidade que está ao nosso lado segue nos acompanhando sem ser percebida...  


Provavelmente, essa é uma pergunta que muitos deixam para responder depois... talvez por falta de resposta... talvez por não **quererem** saber a resposta...  


**O que é realmente importante?**  


Pense nisso...  




Revisão feita por meu amigo imaginário, uma IA >_< (apenas a revisão)


sexta-feira, 7 de março de 2025

Eu sem palavras

 


Eu e meus hiatos… folhas em branco… dias que passam  e pensamentos que se perdem no tempo…

Eu esqueço mesmo o que não quero esquecer… não há dor… apenas um silêncio reconfortante…

Enquanto escrevo, milhões… bilhões de ideias borbulham em minha mente… passam mais rápidas que a velocidade da luz… 

Meu corpo não acompanha… 


Fico me perguntando quando foi que ficou tão difícil escrever tudo que passa pela minha mente… quando meus movimentos ficaram tão lentos… 


Já não tenho as preocupações de ontem… apenas as preocupações de hoje… 


Amanhã estarei sonhando outros sonhos… 


E o agora está repleto de harmonia, silêncio e paz… isso me basta… 


Quando penso em escrever, o silêncio se transforma em poesia… em canção… em esperança… a vida fica tão fluida que nenhuma palavra pode descrever… então eu desisto das palavras e apenas me entrego ao sentimento… 


Não é que eu não tenha o que escrever… é que as palavras ficaram pequenas demais… poucas demais… sem sentido… 


De me um motivo pra tentar… 






sábado, 18 de janeiro de 2025

Espiritualidade não é negócio...


Desde o início da nossa jornada com esse espaço, agasalhávamos muitos objetivos, sem, no entanto, estabelecer uma prioridade entre eles... o que de certa forma, é normal, pois na busca por respostas, íamos encontrando subsídios que sempre nos conduziam a reflexões cada vez mais profundas sobre o porquê de estarmos escrevendo nossos pensamentos e aprendizados, publicamente.

Hoje em dia, está muito em voga estabelecer-se um propósito para a vida, sem o qual ela não faz sentido... entretanto, em nossas observações, encontramos muitas atitudes de terceiros que parecem estar confusas ou equivocadas em seu propósito...

Não é sobre julgamento... acho que é sobre sinceridade, autenticidade, propósito real... não sobre uma fantasia ou mentira... ou seja lá mais o que for... mesmo que eventualmente eu mesma me questione se não estou julgando as situações, em vez de só analisar...

Mas todo esse questionamento me remete a uma lembrança que eu trago da infância (ou adolescência... não lembro mais) sobre a fala de um Xamã americano que estudou a medicina tradicional e ortodoxa do ocidente, e uniu esse conhecimento aos princípios xamânicos de seu povo, com o objetivo de ajudar, não só o seu povo que carecia de atenção médica por parte do governo (realidade que constatamos até hoje nos quatro cantos desse orbe...), como também, ajudar toda pessoa que não pudesse pagar por uma consulta médica.

Conceitualmente, ajuda é um favor, um obséquio, uma generosidade, concessão, auxílio que se presta, assistência.

Vejamos também, conceito de troca –  permuta, mudança, substituição, escambo, compensação.

Temos aqui os principais conceitos sobre ajuda e troca, mas, para adentrarmos melhor na dinâmica das ideias aqui abordadas hoje, ainda precisamos “alinhavar” a esses conceitos, a ideia da prestação de serviço, que conceitualmente entendemos como qualquer atividade econômica que não esteja diretamente vinculada à circulação de mercadorias.

“...qualquer atividade econômica que supre as demandas do mercado sem abranger uma mercadoria. O próprio termo serviço significa servir uma demanda humana através de atividade em específico.”

Referência – bling – gestão empresarial

O quê exatamente isso tem a ver com o tal médico-Xamã? – Exatamente o que eu lembro que ele disse, quando questionado se ele não se incomodava em não receber pagamento em dinheiro pelo trabalho dele... e a resposta foi surpreendente...

Até onde me lembro foi mais ou menos isso – Ele disse que recebia pelo trabalho dele de várias maneiras... e todas eram bem vindas. Na época creio que ele usou o termo “missão” porque “propósito” ainda não estava em uso (ou tão na moda como nos nossos dias... ) Na percepção dele, era sua missão ajudar as pessoas, e quando se ajuda, não se cobra por isso. Quando uma pessoa cobra pela ajuda que presta, não é ajuda, é serviço.

Isso foi na década de 70, se não me falha a memória... quase uma década depois, eu tive um desentendimento com uma colega de classe, sobre altruísmo, ideias, benevolência e... ajuda...

A colega de colégio, encerrou o discurso dela com alguma coisa parecida com isso – bondade não paga as contas... e ninguém é casa de caridade... todo mundo quer ser reconhecido pelo dinheiro que ganha.

E a minha resposta, não menos arrogante e soberba,  foi – Não adianta eu perder tempo jogando conversa fora...

Ninguém ficou feliz... ninguém tinha razão... simples assim... entretanto, guardadas as devidas proporções, sem que ambas soubéssemos, cada uma dentro da perspectiva do ambiente em que cresceu, vivenciando situações personalíssimas da maneira como podia... cada uma de nós tinha um “cadinho” de razão... mas... e a felicidade? Simples assim...

Aqui eu faço uma pausa no assunto principal, observando com calma, todos esses aspectos interligados ao longo do tempo... as mudanças essenciais pelas quais passamos...  e o que atraímos para a nossa vida com nossos pensamentos, sentimentos e ações...

A partir do impacto que uma ideia me causou ainda quando muito jovem, eu comecei a busca por um tipo de entendimento que eu mesma não entendia... algo mais profundo e ao mesmo tempo mais sutil... essa busca me levou a muitos caminhos equivocados, até que eu tivesse desenvolvida a capacidade de compreensão... e hoje eu percebo que ainda tenho muito o que trabalhar no âmbito da compreensão...

Querido leitor, você consegue perceber o tênue fio da vida entrelaçando esses acontecimentos?

Tantos caminhos percorridos para tentarmos chegar na essência dos propósitos da vida... no entendimento da “sutil” diferença entre as ideias de ajuda e prestação de serviço, para a sociedade moderna...

E provavelmente, essa análise nos renderá muita conversa por aqui.

No momento, iremos direcionar nossa atenção para essa dualidade “ajuda-prestação de serviço”.

A sociedade moderna, tão hábil em manipular ideias de acordo com suas conveniências, buscou adequar essas ideias de forma que se tornassem, basicamente a mesma coisa.

A explicação vem do fato das pessoas “investirem” recursos pecuniários na aquisição de conhecimento, e o trabalho delas deve dar um retorno financeiro que gere lucro sobre o que foi gasto. A Economia explica bem essa dinâmica... entretanto, o nosso foco aqui não é esse...

Não é nenhuma novidade para nenhum de nós que o nosso mundo não gira em torno do sol... não... metaforicamente falando, o nosso mundo gira em torno do dinheiro que o próprio ser humano criou para que tivesse um fim determinado. O homem criou o dinheiro para “facilitar” a sua vida, e se escravizou a ele... simples assim...

Com o desenvolvimento da sociedade, tudo passou a ser lucro. Tudo tem que gerar lucro.

Se não há lucro, não serve pra nada...  e atualmente, esbarramos internet a fora com a disseminação de que espiritualidade é um mercado que deve gerar lucro como outro qualquer... se vier algum bem daí, o bem é apenas um bônus...

O que temos visto é “ajuda espiritual” negociada por valores que eu considero, no mínimo, surreais... porque “se não for caro, ninguém dá valor”...

Não estou vendo o mundo se tornar um lugar melhor de se viver.

Mesmo considerando os “investimentos” que as pessoas fazem, espiritualidade não é um “negócio”... e não é pra ser...

Então essa afirmativa de pessoas de que “meu propósito de vida é ajudar as outras pessoas”, é uma farsa... uma mentira... e não há justificativa...

Mesmo que seja possível alinhavar essa ideia com a ideia de troca, já que tudo no universo é um troca, tudo implica mudança, metamorfose, o equilíbrio e a sensatez foram  deixados de lado, ou mesmo fora dessa “equação”.

Volto a reafirmar – espiritualidade não é mercadoria, não é negócio e não é negociável...

A troca é justa diante da vida... mas a maneira como se troca também é considerada...

Tudo na vida tem um retorno... e atitudes mesquinhas com certeza retornarão carregadas de sofrimento...

Não é praga... não estou desejando mal a ninguém... estou alertando e nem vou cobrar por isso... >_<  simples assim...

A pausa no tema de hoje fica por conta de uma pergunta que me chamou a atenção em uma rede social, que é mais ou menos isso – O que você faz da sua vida te traz valores, virtudes e sabedoria?

Voltaremos em outro momento, ainda abordando essa questão tão delicada que é o propósito de vida de ajudar alguém, em troca de valores monetários (surreais), porque tudo que foi investido precisa dar um retorno lucrativo... isso se transformou em um círculo vicioso que parece nunca ter fim, porque sempre existirá uma explicação, mas nem sempre uma justificativa... 

Simples assim... 




 

 

sábado, 28 de outubro de 2023

Pisa no freio... desacelera...

 


A vida não quer acompanhar esse frenesi... a vida pede calma... silêncio e paz...

Silêncio não significa vazio no coração, na alma... Silêncio é sua voz interior em paz...

Sem gritos, risos histéricos, buzinas, e outros barulhos incômodos... tanto dentro quanto fora...

Silêncio é a calmaria depois de um dia intenso e tenso...

Silêncio é a ausência das obrigações inúteis... é a ausência das palavras sem sentido...

Silêncio é um sorriso sincero, um gesto gentil e anônimo...

Silêncio é tudo que não precisa ser dito, mas é tudo infinitamente compreendido...

Silêncio é você se manifestando em paz, diante de um mundo conturbado...

Simples assim...


Yuki Hime

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Conveniência é tendenciosa...

Cuidar da espiritualidade é algo bem simples e não necessita de conhecimento científico avançado, nem de certificação acadêmica... não necessita de multidões, cultos, rituais ou algum tipo de exteriorização...

Cuidar da espiritualidade é algo bem simples, é pessoal, é atitude, é interior...

Mas a sociedade, à medida que "evoluiu", perdeu-se em um emaranhado de complexidades inúteis, elaborou teses e tratados sobre comportamentos, criou rótulos, selos, certificados e tudo mais que atendesse ou satisfizesse às próprias conveniências...

Mas a conveniência é tendenciosa...

O indivíduo afastou-se de si mesmo pra se encaixar em uma coletividade extravagante, frívola, indiferente, fútil... egoísta... e extremamente materialista...

São as necessidades do progresso... Será?

O simples passou a ser encarado como tolice... a simplicidade foi distorcida na sua essência, tratada com indignidade... desprezada... e com o tempo, foi esquecida, porque não atendia à conveniência da sociedade moderna...

Mas o tempo não considera as conveniências tendenciosas da sociedade, e traz de volta tudo que ficou para trás de forma mal resolvida...

É sobre isso... sobre o resgate da essência humana... porque somos humanos...

Humanos não apenas de corpos, porque matéria tem prazo da validade, mas humanos de essência, na essência...

É sobre isso... sobre o resgate de nós mesmos... de cada ser em si, porque sem essa essência única que é cada ser, a vida no coletivo  torna-se asfixiante... solitária... doentia...

Entretanto, mesmo com a necessidade extrema de encontrar-se na própria essência, o indivíduo dilui sua necessidade pessoal, na necessidade do todo e cria embaraços que serão "cobrados" pelo tempo ou pela vida, em algum momento...

Cuidar da espiritualidade está virando comércio... ou, na pior das hipóteses, esse cuidado já foi absorvido pelo mercado financeiro...

No momento,  não é nosso objetivo aprofundar o mérito dessa questão, pois ainda carece de muita observação e análise, para não exteriorizarmos ideias levianas e injustas... mas estamos observando todo esse movimento "espiritualista" moderno, com cautela.

Quando o ser humano trocou a simplicidade da sua essência pela complexidade de uma vida exterior de aparências,  perdeu-se de si mesmo, sem no entanto, perder sua essência, que ficou esquecida nas entranhas de si mesma... solitária...

Mas a vida vai muito além das nossas limitações... e ninguém vai viajar no tempo pra mudar a história... porque o que passou,  passou... o que está feito... está feito...

Mas o tempo nos trás de volta o que precisa ser consertado... em nós, em nossa essência...

As nossas ações passadas trouxeram consequência pra nossa vida... não pode ser desfeito... mas muita coisa pode ser refeita, começando pelo nosso entendimento que pode ser redimensionado, ganhando maior amplitude de alcance. 

Nossas atitudes podem ser pautadas em um conhecimento mais espiritualizado... e isso não depende de gurus, líderes, sacerdotes, escola ou seja lá mais o que for...

Auto conhecimento, expansão da consciência, ativação disso ou daquilo, não importa o nome, porque são muitos, nada mais é do que o resgate da essência espiritual que somos nós mesmos...

Entretanto, a sociedade tecnicista, que perdeu esse contato com a própria essência humana, ainda não encontrou o caminho de volta para si mesma... está tateando no escuro, em busca de uma “cura milagrosa” para seu sofrimento, sua solidão...

Esse “milagre” só é possível de acontecer quando o Ser para de brigar com o tempo, com a vida, consigo mesmo... quando ele consegue ficar em paz consigo mesmo, é que o verdadeiro milagre acontece...

Mas para que aconteça, é preciso rever conceitos, ideias, atitudes... abrir mão do que é desnecessário e que foi acumulado ao longo dos anos... é preciso passar pelo doloroso processo da metamorfose interior... sair da zona de conforto e observar a vida de dentro pra fora, sem maquiagem, sem máscaras, sem disfarces...

Pra que aconteça esse milagre é preciso o nosso querer, o nosso esforço, dedicação e sinceridade e seriedade com esse compromisso que estamos assumindo com a nossa própria essência...

A vida parece ser mais fácil quando vivemos imersos na matéria, cegos e surdos espiritualmente, entretanto, essa dor do milênio que se chama tecnicamente Depressão, tem sua raiz desenvolvida a partir de um plano da existência que a maioria ignora, não necessariamente por falta de conhecimento, mas simplesmente por opção própria.

Não se trata de “outra dimensão”, é muito mais simples e não precisa de nenhum tratado quântico para existir... é apenas a vida em sua plenitude...

Já foi dito nesse blog que a vida se manifesta de várias formas... aliás, infinitas formas... em vários planos e níveis... sempre de acordo com a necessidade evolutiva de cada Ser, ou conjunto de Seres que se agrupam para vivenciar sua jornada evolutiva.

Nesse momento, estamos vivendo imersos na matéria, e sofremos a influência dessa energia densa, assim como a lagarta sofre as limitações do casulo para metamorfosear-se na borboleta. 

Cultivar a espiritualidade não é sobre abrir mão do conhecimento, muito pelo contrário, é sobre usar bem o conhecimento, saber usar o conhecimento... usar o conhecimento como ferramenta de crescimento espiritual.

Isso não implica que uma pessoa ignorante na acepção mais limitada do termo, seja incapaz de evoluir espiritualmente... todo Ser é capaz de cultivar ou cuidar da própria espiritualidade sem que seja necessário o uso de conhecimentos tecnológicos, científicos, acadêmicos... esses conhecimentos são úteis, não resta a menor dúvida... úteis e necessários no plano de existência em que vivemos, entretanto, para a vida em si, não são indispensáveis... simples assim...

No entanto, que fique bem esclarecido, que toda ciência desenvolvida neste orbe, tem sua raiz no plano espiritual... mas a ciência humana não é soberana...

O DNA dos corpos existentes nesse orbe, foram elaborados a partir de DNA espiritual... e toda a vida que se tem aqui, também tem como referência a vida em planos de existência fora da matéria, e não o contrário... mesmo que estejamos tratando de planos de vida em níveis mais densos e até mesmo, negativos...

A dualidade não é “privilégio” apenas desse orbe... dizer que a dualidade é uma limitação de seres involuídos e que só existe nos planos “inferiores” da vida, é infantilidade...

A dualidade existe em muitos outros níveis da existência, e o exemplo mais simples que podemos abordar, é a existência da própria luz...

A  “luz” espiritual não se confunde com nenhuma outra luz, contudo, mesmo que a luz espiritual em si não projete sombra,  sempre haverá uma sombra fugindo da luz...

Então, como podemos facilmente perceber, existe a dualidade, mesmo quando não queremos que ela exista.

Por hora, interrompemos nossa argumentação, insistindo em que cultivar a espiritualidade está ao alcance de todos... basta querer...

Não é sobre facilidades... é sobre esforço e dedicação a si mesmo... é auto cuidado...