terça-feira, 8 de setembro de 2026

Ser imperfeito não é crime...

 Lembrando o Livro Ensinamentos da Luz de Sandra Rogers, percebi um prisma da verdade, que como espiritualista, eu não havia percebido antes... talvez por ser muito simples e não atender às complicadas equações criadas pelo ser humano, para explicar a vida... 

No livro a autora narra que muitos seres se ocultam da luz por vergonha... é simples... sim... analisando a quantidade de seres que diariamente deixam este orbe rumo à vida espiritual, é perceptível que muitos prefiram se ocultar à encarar sua própria essência, com fragilidades, falibilidades e equívocos... como se fosse um crime ser imperfeito... 


A espiritualidade não julga... não condena... não recrimina... esse é um comportamento característico de seres moralmente involuídos... 

O que a vida cobra, não são débitos do passado... a vida chama o SER para a responsabilidade por si mesmo, por suas escolhas, por suas ações... cada um,  seja como for que esteja agindo, reagindo, ou apenas se omitindo, é chamado pela Vida a olhar para si mesmo, não para o outro... 

E todos, infalivelmente, todos, são responsabilizados por si mesmos, desde as mínimas ações, aparentemente, insignificantes, até  às que influenciam muitos SERES, ou apenas um único SER...

Tudo que nós fazemos, tem consequência... e a consequência traz em seu âmago a vergonha... porque, no estágio em que esse orbe se encontra, poucos são aqueles que devidamente se responsabilizam por si mesmos... 

Vergonha por fraqueza moral, por escolhas equivocadas, por atavismos... 

Porque quase tudo foi ensinado de maneira equivocada, e por consequência, foi aprendido de forma errada... 

Ser ignorante, ou desconhecer o equilíbrio da espiritualidade não isenta ninguém de responsabilidade... assim como nas leis humanas ninguém será isento de responsabilidade por desconhecer a legislação vigente... a lei humana trouxe para si um princípio universal... 

Não é sobre culpa... é sobre entendimento... 

Entender que não é somente o ódio que alimenta as trevas que atacam esse orbe... mas principalmente, a vergonha... 

As aparentemente mínimas e insignificantes vergonhas... principalmente a vergonha das mentiras que foram alimentadas ao longo da trajetória nesse momento da jornada... nos dias atuais... 

No momento, vou me resguardar de uma análise sobre vidas passadas, não porque não tenha argumentos, mas porque o assunto atual exige respiro...

Cada Um de nós oculta em si mesmo uma vergonha que não quer expor... e prefere se esconder do que passar pelo processo, muitas vezes doloroso emocionalmente, de curar a raiz da dor...

Não existe liberdade sem responsabilidade... mas a responsabilidade só acontece quando nos libertamos da vergonha oculta que se abriga em nós... 




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